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Vinho Carménère: entenda porque ele é tão apreciado


Vinho Carménère: entenda porque ele é tão apreciado


Sem pompa e com muito sabor, o vinho Carménère chileno é ideal para paladares iniciantes e harmonizações intensas.



Conheça sua história e características!


O Chile é conhecido por ser uma região de clima favorável à vitivinicultura. Isolado geograficamente entre a Patagônia, o Oceano Pacífico, a Cordilheira dos Andes e o Deserto do Atacama, o país é responsável pela produção do vinho Carménère.


Trata-se de uma uva sensível, cujo cultivo exige cuidados acentuados e condições especiais, já que o fruto leva mais tempo para amadurecer. Apesar da fragilidade, o Carménère é uma casta muito procurada.


Quer entender os motivos para que o Carménère chileno tenha caído no gosto popular?


Neste post, você vai conhecer suas origens, características e sugestões de combinação e de rótulos.

Continue a leitura!


Origens do vinho Carménère

A história do Carménère começa em Bordeaux, na França. O cultivo da uva na região e em toda a Europa foi interrompido em meados da segunda metade do século 19. Os vinhedos foram extintos pela filoxera, uma doença causada pelo inseto homônimo.


Mais de um século depois, nos anos 90, a uva Carménère foi encontrada entre as videiras de Merlot de uma grandiosa vinícola chilena.

Aparentemente, imigrantes europeus haviam levado a espécie para as américas.


Por conta dessa epopeia, o vinho Carménère acabou se tornando o símbolo do Chile. Atualmente, o país é um dos únicos em todo o mundo produzindo e exportando a bebida. Percebe a importância dela?


Características singulares do vinho Carménère


Agora que você já se deu conta de que o Carménère chileno é praticamente a fênix dos vinhos, vamos explicar quais são suas particularidades em sabor, aromas e tonalidade.


Sabor intermediário


Segundo alguns enólogos, o sabor do vinho Carménère pode ser facilmente confundido com um Cabernet Sauvignon ou um Merlot.


A diferença está na delicadeza das uvas. Enquanto a Merlot apresenta uma textura seca e delicada, a uva Carménère tem um sabor mais robusto e doce — às vezes quase sendo considerada suave.


Seu teor alcoólico varia entre 13 e 15%, apresentando baixa acidez. Apesar dessa característica torná-lo um vinho de consumo imediato, ao ser refrigerado logo após aberto, o Carménère é capaz de manter seu sabor inicial.

A colheita, que deve ser feita no momento exato do amadurecimento, interfere de forma direta na qualidade do vinho.


Aromas intensos


A robustez do sabor também está na intensidade dos seus aromas. Um Carmenérè colhido no tempo ideal faz alusão a frutas escuras e doces, como ameixas, amoras e cerejas.


Caso a bebida seja envelhecida em madeira, seu perfume transita por notas de tabaco, café e chocolate. Não é à toa que tanta gente se apaixona!


Já especiarias como baunilha, alcaçuz, cravo, canela e pimenta preta surgem da passagem por barris de carvalho.


Outros processos também acabam levando à produção de um vinho vegetal, com aroma de pimentão, azeitona e menta. De forma geral, o envelhecimento em madeira é o que dá complexidade ao Carménère.


Tonalidade profunda


Também já deu pra notar que o Carménère chileno é realmente exigente, não é mesmo?


A etapa de maturação de que falamos anteriormente afeta ainda mais nas cores do vinho. A coloração escura das uvas produz um vinho tinto, com tons avermelhados de rubi e violeta, ligeiramente translúcidos — considerado, portanto, de melhor qualidade.


Essas características de sabores, aromas e tonalidades fazem do Carmenére um vinho que agrada facilmente ao paladar. Por isso que é tão procurado.


Junto ao Pinot Noir e Malbec, é uma excelente indicação para os iniciantes no universo do vinho.


Harmonizações do Carménère


A paixão do brasileiro pelo vinho Carménère tem uma boa explicação: ele harmoniza perfeitamente com pratos fortes e bem temperados. Carnes com pouca gordura (como bovina e de frango), massas com molhos diversos (como lasanha à bolonhesa ou penne ao sugo) e queijos macios (como Cammembert, Gouda e Brie).


Outro grande destaque está nos frutos do mar. Caso o Carmenére apresente uma translucidez suficiente para enxergar através da taça, você pode combiná-lo com peixes.


O ideal, no entanto, é que seu preparo leve um bom molho e/ou especiarias, já que a baixa acidez do vinho harmoniza perfeitamente com o prato.


Algumas sugestões de Carménère e harmonizações

Chocalan Inspira Reserva Carmenere – Vina Chocalan

Vai bem com:

Pizza, tabua de frios e queijos



Chocalan Origen Gran Reserva Carmenere – Vina Chocalan

Vai bem com:

Assados, massas com molhos vermelhos encorpados, carnes grelhadas.



Chocalan Reserva Carmenere -Vina Chocalan

Vai bem com:

Foudue de queijos, massas ao ragú.


Anakena Series Birdman – Anakena

Vai bem com:

Queijos e embutidos e massas ao sugo geral.



Leyda Reserva Carmenere – Leyda

Vai bem com:

burratas, carnes vermelhas grelhadas.


Casa del Lago Carmenere – Laberinto Wines – Rafael Tirado

Vai bem com:

Pizzas e queijos leves, carnes vermelhas leves e grelhadas.




Em Curitiba ou São Paulo, você pode experimentar o Carménère chileno no Vino Bar! Além de harmonizações especiais, o espaço oferece diversos outros rótulos. Conheça!


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