Blog

Vinho frisante, espumante e champagne: qual a diferença?


Vinho frisante, espumante e champagne: qual a diferença?

Quem não conhece muito do universo dos vinhos acaba chamando qualquer bebida com bolhas de champagne. O que essas pessoas não sabem é que parte dessas garrafas é de vinho frisante e de espumante.


Então, tem ideia de quais sejam as diferença entre eles?


Continue lendo o artigo até o final para descobrir quais as características de cada um e como harmonizá-los.


Acompanhe.


Vinho frisante

Os vinhos frisantes possuem, em média, a metade da quantidade de gás carbônico de um espumante. Isso acontece porque o produto passa por apenas uma fermentação natural.


Considera-se, portanto, que o frisante é um subproduto da produção do espumante.


Esses rótulos têm como características principais a leveza e o frescor. Assim, são boa pedida para dias quentes e ensolarados.


Os vinhos frisantes mais famosos do mundo são produzidos na Itália. Os lambruscos podem ser doces e semi-doces e são feitos na região da Emilia-Romagna.


É importante ressaltar que não se deve confundir frisantes e cidra, já que essa última, muito popular no Brasil, tem gás carbônico inserido artificialmente.


Harmonização


Os frisantes são considerados bebidas delicadas devido ao seu baixo teor alcoólico – em torno de 7%. Por isso, é possível harmonizá-los com aperitivos e pratos leves.


Combine uma boa taça com castanhas, amêndoas, queijos pouco gordurosos, patês, quiches, saladas e sobremesas. O sabor vai surpreender você.


Caso queira destacar a acidez típica desses rótulos, você pode harmonizá-los com peixes gordurosos ou assados de carne bovina.


Espumante

Os espumantes são produzidos quando a fermentação natural da uva é repetida. O processo resulta em aumento da quantidade de gás carbônico nas garrafas, incrementando o teor alcoólico e a quantidade de borbulhas.


Desta forma, os espumantes tendem a ser mais refrescantes e causar uma explosão de bolhas em todas as partes da boca.


Harmonização

Uma taça desta bebida costuma ser curinga por seu corpo médio, pela acidez equilibrada e pelo teor alcoólico moderado. Essas características fazem com que o espumante seja fácil de harmonizar com praticamente qualquer prato.


Sabe aquela reuniãozinha de amigos em casa? Uma boa forma de agradar a todos sem investir em muitas garrafas diferentes é comprar um bom espumante.


Os rótulos caem bem com massas, peixes, frutos do mar, queijos, saladas e até mesmo com carnes gordurosas. Ou seja, podem ser servidos com quase todo menu, das entradas às sobremesas.


Em geral, os espumantes podem ter notas de frutas cítricas, pera, abacaxi, maçã, fermento e amêndoas. Contudo, cada garrafa é uma experiência única que deve ser apreciada com calma.


Métodos de vinificação

Existem dois tipos de métodos de produção de espumantes:

  • charmat: a segunda fermentação neste caso é feita em barris de aço inox. É o caso, por exemplo, do Prosecco;
  • champenoise: ocorre quando a segunda fermentação é feita na própria garrafa.


Em ambos os casos, os produtores inserem o licor de expedição na segunda etapa. A quantidade desta substância está relacionada à classificação do espumante – brut ou demi sec.


Champagne

Apesar da maioria das pessoas usarem esse termo para se referir a qualquer bebida com bolhas, champagne é um tipo de rótulo muito exclusivo.


Esse vinho é produzido na região de mesmo nome, localizada na França – a cerca de 150 km de Paris.


Trata-se de uma denominação regional. Ou seja, apenas os produtores daquela localidade, devidamente certificados, podem produzir esse tipo de bebida.


São vinhos reconhecidos pela excelência de qualidade no mundo inteiro. Portanto, dificilmente você vai errar ao escolher uma garrafa dessas para uma ocasião especial.


As uvas Pinot Noir, Chardonnay e Pinot Meunier são selecionadas com critério pelos produtores de champagne.

Todo champagne é produzido pelo método champenoise.



Harmonização

O sabor delicado da bebida é ideal para acompanhar pratos de alta gastronomia e brindar momentos especiais.


Experimente uma taça de champagne acompanhada por salmão, linguado, lagostas ou carnes brancas com molhos suaves.


Se for harmonizá-los com sobremesas, escolha rótulos com maior concentração de açúcar. Esse tipo de combinação é feita por meio da semelhança entre a bebida e a comida.


Como servir vinho frisante, espumante e champagne

Agora que você já sabe quais as características de cada uma das bebidas com bolhas, é preciso entender como servi-las corretamente.


Por muitos anos, a taça coupé foi usada para servir frisantes, espumantes e champagnes. Em filmes clássicos, ainda é possível ver os personagens brindado nas pequenas taças com grande abertura superior.


Porém, com o passar do tempo, os sommeliers perceberam que a abertura era prejudicial para a conservação das borbulhas na taça. Logo, a coupé foi perdendo pouco a pouco seus fãs.


Alguns modelos de taça mais adequados podem ajudar a manter a presença das bolhas por mais tempo, evitando que o vinho perca sua personalidade:

  • tulipa – é o tipo de taça mais comum e indicado por produtores; tem base oval e abertura estreita, o que dificulta a perda do gás carbônico;
  • flauta – comprida e estreita, preserva os aromas e as borbulhas em sua integridade;
  • taças para vinho branco – alguns especialistas recomendam esse tipo caso não haja nenhum outro disponível. Eles acreditam que uma abertura maior no copo seria benéfica para que o vinho consiga expressar toda sua complexidade de aroma e sabor.


Além de escolher o melhor recipiente, é preciso ainda ficar atento à temperatura das bebidas com bolhas.


O recomendado é conservá-las a 12ºC para que saborear toda a exuberância desse tipo de vinho.


Se estiver em casa, mantenha a bebida na geladeira ou em uma champanheira devidamente preparada.


Caso esteja em um restaurante ou wine bar, peça para o garçom preparar um balde de gelo e sal para conservar a temperatura por mais tempo, fora da geladeira.


Como conservar as garrafas

O tempo médio de validade de um espumante, frisante ou champagne varia de 2 a 3 anos. Por isso, é possível armazenar as garrafas em sua adega sem prejuízo à qualidade da bebida.


O ideal é conservá-la em local limpo, fresco, arejado e com pouca luminosidade.


Como as borbulhas fazem pressão sobre a rolha, a melhor maneira de armazenamento é em pé. Assim, você evita acidentes caso a rolha se rompa precocemente por algum motivo.


Seguindo todas estas recomendações, com certeza, você terá uma experiência sensorial única ao degustar seu próximo vinho frisante, espumante ou champagne.


Gostou das dicas? Acesse o nosso blog e descubra mais detalhes sobre o universo dos vinhos.

Visite uma das nossas casas e deguste um bom rótulo nesta estação. Tim tim!


Leave a Comment