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Vinho reserva ou reservado: afinal, qual o melhor?


Vinho reserva ou reservado: afinal, qual o melhor?

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Na escrita, a diferença é mínima. No paladar, gritante. Ao escolher o rótulo, a confusão entre o vinho reserva e o vinho reservado é bastante comum.

Se você está iniciando na degustação da bebida e frequentemente se vê com essa dúvida, não se sinta mal. Os próprios produtores dificultam a compreensão das denominações.


Isso porque a regulamentação é diferente em diversos países em que o vinho é produzido.


Além disso, a indicação, que costuma ter destaque entre as informações do rótulo, não necessariamente remete à qualidade do produto.


Quer entender por quê? Continue a leitura do post, entenda as diferenças entre vinho reserva e reservado e como acertar na escolha!


Classificações de acordo com o país


Dependendo da região, as vinícolas têm a responsabilidade legal de indicar corretamente a denominação do vinho.


Na Europa, especialmente na Itália e na Espanha, a produção é fiscalizada por órgãos competentes, sob risco de punição. Nos demais países, não existe legislação. Porém, em Portugal e na França, por exemplo, as indicações são fiéis.


No Brasil, Argentina, Uruguai e Chile, a aplicação dos termos não é regulamentada. Cada produtor segue seu próprio critério, o que não necessariamente representa a qualidade do produto.


Logo, um vinho reserva de uma vinícola gaúcha pode ser totalmente diferente de um reserva chileno. Entende agora por que é preciso ficar atento?


Diferenças entre vinho reserva e vinho reservado


A principal diferença entre o vinho reserva e o vinho reservado está na passagem pela madeira.


Um vinho classificado como reserva indica que o produto foi submetido a um longo processo de amadurecimento e envelhecimento, o que garante sua superioridade.


Já um vinho reservado pode ou não ter passado pelo mesmo processo.


Mas e aí, por que a confusão?


Existem duas explicações possíveis. A primeira é que o termo reservado por si só remete a algo exclusivo, restrito, consagrado.


A segunda é uma questão de marketing. Muitas vinícolas se valem da falta de conhecimento do consumidor para estampar a classificação com destaque em seus rótulos.


Vinho reserva: produção especial


Para receber esta denominação, um vinho reserva espanhol deve, por lei, descansar por 36 meses antes de chegar às prateleiras.


Nos primeiros 12 meses, o líquido precisa ser envelhecido em barris de carvalho. Já nos 24 meses seguintes, ele amadure na própria garrafa. Na Itália, esses períodos dependem do órgão que regula cada região.


O vinho reserva também é produzido com as melhores uvas da vinícola. Além do custo elevado dos barris usados na maturação da bebida, a partir do seu terceiro ou quarto uso, há uma redução significativa da influência do carvalho sobre o vinho.


Devido a esse investimento de tempo e de recursos, o reserva costuma custar mais caro.


Vinho reservado: mistura de safras


Você já notou que o rótulo do vinho reservado não indica a safra?


Isso acontece porque trata-se de um vinho simples, elaborado em grande escala, a partir da combinação de diversos vinhedos.


Normalmente, são compostos por uvas colhidas mecanicamente e que foram descartadas da produção do vinho reserva.


Lembra dos barris velhos de que falamos anteriormente? Eles podem ser reaproveitados na produção do vinho reservado ou de outras bebidas.


Por outro lado, isso não quer dizer que ele se torna necessariamente ruim. A proposta do reservado é um vinho de entrada, ou seja, indicado para o consumo no dia a dia, sem sabores e aromas complexos.


Dicas para não se enganar na escolha


Ao se deparar com a interminável prateleira da adega, muita gente acaba entrando em pânico, não é mesmo?


A não ser que você tenha um sommelier à disposição, siga nossas dicas para escolher um vinho reserva ou mesmo um reservado de qualidade.


– Tenha atenção ao rótulo

Como mencionamos acima, muitas vinícolas exportam reservados para países em que a cultura do vinho é recente.


Para não ser ludibriado pelos produtores, a partir de agora, procure por rótulos que indicam o termo reserva.


Evite também classificações como reserva especial ou reserva privada, pois elas obedecem a critérios desconhecidos.


– Verifique a procedência

Outra importante informação presente no rótulo é a região de origem do vinho.


Esse detalhe indica o solo, o clima e a região onde a uva foi cultivada e o vinho produzido.


Se você está em busca de um vinho reserva ou mesmo reservado de qualidade, opte por garrafas importadas da Europa.


Quanto mais específica a origem, melhor a bebida.


– Deguste antes de comprar

Em alguns locais, como casas de vinho, restaurantes e bares, o consumidor tem a possibilidade de experimentar o produto antes de adquiri-lo.


Mesmo experiente ou iniciante, faça a degustação e tire a prova real sobre o sabor e o aroma do vinho reserva ou reservado que você pretende comprar.


Independentemente das denominações de vinho reserva e vinho reservado, o importante é agradar o seu paladar.


Ao se sentir à vontade para experimentar a bebida que melhor se adapta ao seu gosto, você aproveita melhor os momentos a dois ou com amigos.



Quer aprender mais sobre a bebida de Baco?


Aproveite para tirar dúvidas comuns aos iniciantes.


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